O que mais surpreende as pessoas no mini golfe do Eden não são os animatrónicos — embora sejam memoráveis — nem o horário alargado, nem a cascata. É o jardim.
Mais de 2.000 plantas de mais de 100 espécies compõem a paisagem do percurso de 18 buracos. Não são plantas em vaso colocadas a intervalos para sugerir um tema tropical. São, em muitos casos, exemplares grandes e já estabelecidos — palmeiras, plantas exóticas com flor, espécies tropicais densas — que criam sombra a sério, um verdadeiro efeito de envolvência e uma sensação genuína de estar noutro sítio que não aquele onde começaste.
O Algarve não tem falta de beleza natural, mas é um tipo de beleza específico, seco e queimado pelo sol. O jardim do Eden é diferente: exuberante, verde, denso e vivo de uma forma que parece quase incongruente com a paisagem à sua volta.
O Eden Kong — o animatrónico de gorila gigante — domina o jardim do alto da cascata. O som da água a correr no jardim acrescenta algo à experiência, algo que se nota pela sua ausência noutros percursos. Juntando-se ao áudio ambiente de canto de pássaros, macacos e leões, que está entrelaçado ao longo do percurso, o resultado é uma experiência sensorial mais imersiva do que o rótulo de “mini golfe” sugere.
O percurso em si pode exigir alguma técnica e oferece algum desafio, sobretudo nos buracos finais. Mas as pessoas adoram voltar, ou recomendá-lo a outra pessoa.
